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Perder...depois de ganhar  Inserido Tuesday 10 July 2007 21:38

No rescaldo de mais um fim de semana uma das conclusões a que se chega é que o futebol é uma probabilidade em matéria bruta. Difícil de calcular, mais ainda de aceitar.
O jogo em si não foi bonito. Não teve lances de uma sede e fome futebolística assinaláveis; não foram particularmente interessante os minutos em campo. A bola parecia caminhar - muitas vezes - no sentido inverso àquele que os pés e a cabeça queriam transmitir. Houve vontade, sem dúvida. Entrega q.b e uma tremenda falta de maturidade. A ganhar por dois golos de diferença...e no fim, uma derrota a saber a muito. Desânimo e tristeza.

No rescaldo de mais um fim de semana, duas equipas tão diferentes e um resultado igual a tantos outros. Terá sido justa a vitória de quem mais a procurou? ou terá sido efémere a certeza de que a vantagem seria suficiente e apenas exigível que se a gerisse?

Factores externos à parte - tempo de jogo (in)útil e pequenos pormenores capitais, o futebol tem de tudo um pouco. E aí, cara ou coroa é uma questão de sorte. Saiu cara a coroa na segunda parte. Sem chama, sem alinhamento capaz de suster os golpes que teimosamente o jogo revelou. Tardiamente.

Na hora da derrota, o semblante cabisbaixo domina todo um núcleo de uma equipa. Quando se ganha pensa-se alto, quando se perde...e depois de estar a ganhar, pensamento nenhum vale o que quer que seja. O equilíbrio, é portanto, fundamental.

No rescaldo - bem escaldado diga-se - de mais um fim de semana, só resta a humildade de dizer: "Temos porque podemos, fazer mais e melhor da próxima vez."

Uma última palavra - Estarei ( e estaremos ) sempre com muito orgulho presente nesta equipa.

T.A

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Crónica Redonda  Inserido Saturday 07 July 2007 13:33

Em dia de euforias, pelas -novas- 7 maravilhas e pelo concerto mundial em 7 países o "Live Earth" - este ano em Portugal realizado um espectáculo em parceria com a organização e em exclusivo com músicos nacionais - todo um universo se parece curvar perante estes dois acontecimentos. De facto, são momentos importantes na existêncida de um país e no quotidiano de um povo. São, em boa verdade, a visibilidade possível que em Portugal se pratica - e se tenta prolongar: a da grandeza. Mas, há uma pergunta que é inequívoca - Que grandeza terão realmente? Isto no aspecto duma sociedade sem dimensão planetária e que se subsiste de acções de solidariedade e partidárias em prol do boa imagem que é excerbadamente imperativa de credibilizar nessa União Europeia fora e nesse mundo além fronteiras. Contudo, e após a minha habitual leitura matinal pela imprensa, noto alguma discrepância entre aquilo que se mostra e o que se tem.

Nota: Num dos jornais desportivos em que dispensei meia hora do meu tempo, deparei-me com a história de um senegalês que veio para a terra de Afonsos Henriques e marinheiros de Descobertas históricas - infrutíferas hoje no presente - em busca do sonho dourado no futebol luso. Certo é, que nunca chegou a jogar em nenhum clube e o que ganhou com a aventura foram três notas de vinte euros e um cadastro de ilegalidade. Deixado nas ruas pelas mãos do mesmo empresário e representante que prometeu uma vida melhor longe da sua família e berço que o viu nascer. "Antoine" é o nome fictício mas um ser humano que existe. Tem 19 anos e não fosse a ajuda de compatriotas africanos - que nem ele conhecia até então - e seria mais um nas teias da criminalidade ou capa de jornais por uma vida de reprovação que depressa nos apressaríamos a julgar e condenar. Mas não. O jovem anda a monte, sem documentos ou paradeiro fixo mas de criminalidade só mesmo a injustiça a que foi sujeito. Confesso que a moral desta história, por muito brilhante ou pouco esclarecedora, denota bem as fragilidades de um Portugal dos pequeninos afoito a receber a fé dos outros para posteriormente não lhes corresponder. Repito, o infeliz futebolista de 19 anos existe mesmo. Só não se chamará "Antoine".

Ainda neste contexto, quatro exemplos de jovens jogadores que apesar das dificuldades impostas, sobreviveram às adversidades e deram um valente pontapé no destino. João Pereira, Semedo, Nani e Paulo Machado. Nascidos e criados em Lisboa, Setúbal e Porto em bairros socias - Casal Ventoso, Cova da Moura, Bela Vista e Cerco, respectivamente. As raízes são as de lugares pobres e onde se cria a exclusão social. Ou será de sociedade? Engraçado, no meio de tudo isto estão a realidade a que hoje estão ligados. Gil Vicente, Manchester United, F. C. Porto e Charlton são o cais de abrigo destes "miúdos" que aprenderam a jogar na rua e que mesmo infiltrados na corda bamba de que o meio influencia o ser, não se inibiram de aproveitar as oportunidades e seguir um trajecto que só a eles lhes pode orgulhar.

Conclusão: Se serão as pirâmides de Gizé a única representante da Antiguidade na nova lista de maravilhas ou se serão muitos os que irão à cerimónia de eleição - a 55 euros cada bilhete ??!! - não sei. Contudo só me resta desejar que venca o melhor. Quanto ao Pavilhão Atlântico e ao seu minimalista Live Earth made in Portugal, só espero que quem assista se sinta bem com os que estarão a encher de música os ouvidos dos portugueses. Eu cá, estarei mais inclinado para a preparação do compromisso desportivo deste fim de semana e em pensar que somos todos "Antoines" a correr às voltas e atrás dum suspiro, de um pedaço de ar puro que muitos são o que o procuram mas poucos o conseguem alcançar.

Isto, obviamente, no seio desta Irmandade. Inesquecível a forma como nos podemos sentir, nem que por breves momentos, inseridos e acarinhados numa "família" e num dever comum.

T.A

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Crónica da Irmandade  Inserido Thursday 05 July 2007 08:21


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O relógio marca as horas. É Domingo.

Um a um, chegam de sacos aos ombros e esperanças de um final de noite sem sabor amargo. Dia de jogo significa querer vencer. O estar ali é o mais importante. Os jogadores vão até ao balneário e ocupando o seu lugar inicia-se o trajar do guerreiro. Equipamento, meias e chuteiras fluem com as primeiras palavras. Diz-se o silêncio de um ruído que não passa daquele espaço. A camisola preta comum a todos, é de uma cadência serena. Ainda que os sentimentos sejam distintos, uns e outros sabem que a cor simboliza a escuridão de uma batalha que só agora vêem para lá da porta de saída. No exterior, jogos que decorrem e um ambiente que se vive. Terminado o ritual de apresentação, ainda sobra tempo para levar ao rosto a água trazida das mãos para refrescar o espírito e lavar o pensamento. È para ganhar. É domingo.

 

O tilintar dos pitons é o mesmo que o bater dos corações. O peito cheio de ar caminha com o corpo pelo chão e desce as escadas até ao palco prometido. Não há milhares de vozes a gritar ou a clamar este ou aquele. Só se pensa quem lá está porque de facto acabou por ir. Não há marcas nem patrocinadores. Ou claques doentes ou tatuagens e imagens alusivas a religiões ou ideais de regime. Sem fanatismos, há somente isto: o verde do sintético e uma bola. Equipas várias, amigos e conhecidos. Árbitros e uma perspectiva de uma bancada de pedra e cimento na sua maioria, vazia. Do outro lado, uma cidade que inexiste nas margens do contorno a branco do tapete que brilha, como se fruto duma luz mágica num estádio envolvente em dia de grande final. Não há bilheteiras nem ilegalidades de mercado. Não há aplausos nem animações sonoras a 500 watts. Não há bancos às cores nem carrinhos com macas e tecnologia. Nem olheiros de meio mundo em busca do outro meio.Mas há a pureza. Há somente isso. O que verdadeiramente tem valor. É domingo.

 

À primeira observação do relvado e no que nele se passa, segue-se um curto período de aquecimento. Pernas e braços, joelhos e tornozelos entram numa maratona em poucos minutos. Porque durante a semana não houve treinos programados e recuperações físicas acompanhadas na academia com as suas insígnias gravadas a letras bem visíveis. Porque a vida tem os seus próprios caminhos e a grande maioria tem de fazer tocar os calcanhares noutro bem diferente. Dá-se um ligeiro contacto com a bola – a dama imprevisível que umas vezes desequilibra-se na rede e noutras esbate no ferro. Que umas vezes sai e noutras regressa à origem. Fecham-se capítulos de uma história contínua quando se ouve um apito a soar no ar. Há quem tenha agarrado o milagre nos derradeiros segundos e quem tenha conseguido alcançá-lo mais naturalmente. Há sentimentos distintos mas vitoriosos e derrotados saem pelo mesmo lugar. A Irmandade neste preciso momento. Toma a metade que lhe é destinada. O seu capitão ao centro, juntamente ao árbitro e ao seu homólogo adversário. Cumprimentos de cordialidade são a praxe. Pouco falta para o essencial. Nomes de Guerra (sã) e números nas costas posicionam-se. Está tudo preparado. A bola pode girar. É domingo.

O futebol é um espectáculo – muito se diz, se escreve e debate. Mas é também – a meu ver – uma bênção. Um desporto de grupo e para o grupo em função dele. A Irmandade justifica o porquê. Porquê? Jogar por amor a jogo a troco de sorrisos e de convívio em amizade são qualidade não sublimes ao Homem, mas é sublime na vontade e desejo destes homens. Porque é futebol. Uma bola de sonho e disponibilidade para quem quiser sonhar. Porque é futebol. Porque é Domingo.

 

T.A 

 

 PS - Ao Manel, ao Marchena, ao Ruben, ao Fred, ao Nélson, ao Pedro e ao Élio, ao Paulo ( até a mim próprio ) o agradecimento. A Irmandade do Granel são estes nomes e a todos se deve um abraço de consideração pelo que de amadores só o facto da presente competição. À parte, somos maiores.

 No passado fim-de-semana foi dia de vitória. As seguintes estão já marcadas para dia 8 e 15 do mês corrnte.

Que a bola continue. Porque é Domingo...

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Crónica... Por Tiago Andrade  Inserido Wednesday 04 July 2007 22:33

Radiografia:

Ruben Silva - A redescoberta de um guarda.redes de defesas impossíveis, provando assim a existência de um "yashin" entre nós. A nossa aranha-negra. Gigante entre os postes.

Tiago Marchena - Um caso de talento sério. Capaz de sprints incansáveis na hora de defender, é uma muralha em termos físicos e de concentração. Quando a sua voz se ouve em campo o relvado estremece. Pesonalidade inegável, uma polivalência de qualidade.

Élio Ramos - Chegado do Deportivo da Corunha, desde logo se impunha a sua ascenção no grupo dos notáveis. Pacientemente ganhou a aposta. De pedra e cal no eixo central, centra assim a disciplina e a calma. Tecnicamente hábil par outras posições no terreno, é um jogador que remata com conscIência e certeza de perigo. Já lhe valeu o golo.

Fred - Seja a lateral ou a médio, capta em si grande parte da dinâmica de jogo. De bons pés, alia o seu grande conhecimento futebolístico à experiência de outras paragens. Intencionalidade e visão de jogo são mais valias para a sua velocidade.

Nélson - Dotado de grande capacidade pulmonar, é sobre o lado esquerdo tanto a defender como por vezes em incursões na frente de ataque que mais se destaca. Postura de tranquilidade e maturidade fazem do nosso lateral esquerdo um peça importantíssima para o sucesso colectivo.

Nel Zé - Um autêntico número 10. Habildade, força mental e mentalidade de luta e persistência fazem do capitão a bússula de comando e de rota para o triunfo. Revela-se um jogador impressionante em todas as acções que tem em campo. Ofensivamente espectacular, tem um pé direito que faz maravilhas. Golos e amizade é que dispõe para a equipa e todos os seus elementos. Respeitável e respeitador. Expoente máximo.

Paulo Freitas - Notávelmente tecnicista e veloz, de explosão e espontaneidade, reflecte-se na equipa o pendor e influência criativa que tem nas quatro linhas. Não dá uma bola perdida. E tudo o que vier daí, ele sabe dar-lhe sequência. Rebeldia em pleno tapete verde.

Pedro Franco - Francamente um estupendo pé direito. Preciso e colocado sem nunca esquecer a facilidade com que surge para marcar. Esforçado, transpira o jogo como se jogasse em condições climatéricas distintas. Pauta a ofensiva, inteligente a tapar espaços no miolo. Dos mais importantes, faz parte da espinha dorsal e é uma referência. Com legitimidade.

 

Tiago Andrade- E o Artilheiro da equipa. Dotado de um pe esquerdo habilidoso e estilo inconfundivel, a sua eficacia faz dele um jogador essencial. Da gosto ver o esforco e dedicacao desta jovem promessa do futebol portugues isto para alem de ser a voz animica e poetica do balneario.


: ) Força compnheiros. Sempre a somar pontos.

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