Foi desta forma que (re)vi o momento em que acabara de terminar o último jogo da Irmandade. E foi assim, igualmente, que um pouco alastrado a todos se carregou uma derrota inesperada.
Às vezes quando postos à prova - a derradeira - ou falhamos por incapacidade ou rejeitamos por falta de fogo a hipótese de sobrevalorizar o que cada um enquanto indivíduo pode dar ou contribuir. No caso (da foto aqui apresentada) penso que por nenhuma destas razões. Admito até, que na simples serenidade da própria imagem está apenas representada uma das mais puras demonstrações de humanidade: O erro induzido que conduziu ao falhanço absoluto. Poder-se-á chamar de tristeza. De desalento. Quem sabe.
E não me refiro ao guarda-redes que quase defendia o não-golo, ou ao defesa que em milésimos de segundo cedeu ante o adversário. Muito menos aos lances colectivos que embora trémules e escassos quase foram bem sucedidos. Não é a ninguém que me refiro.
É a mim próprio que digo: Um jogo perdido é um estado de solidão individual.
Mas se as vitórias alimentam a união e a esperança, porque terá de haver um antagonismo tão grande nos rostos rendidos de uma equipa?
Isso é para mim o que consegue doer mais que as
vicissitudes inerentes ao jogo. Isso é em mim, uma
indesejada manifestação de impotência que
não será com certeza o que neste grupo se tem vindo a
desenvolver interina e ultimamente.
Para terminar, e porque os ideais que acredito permanecem vivos e
inalteráveis, quero acrescentar o seguinte: Para além
da bola parada entre braços caídos, há acima
de tudo uma lição que se expande do silêncio -
Na hora de se mostrar a nossa real identidade, de costas voltadas
só mesmo os algarismos da índole e as
inscrições do remetente que vê a carta chegar
ao seu destinatário.
Fica uma convicção: As contas certas são as
que atravessam o período do seu cálculo certeiro.
É então na recta final que muitos se tornam
vencedores e merecedores do esforço continuado.
PS - Como que se de um livre directo se
tratasse, endereço a minha mensagem directa a todos
nós, e declaro esta minha reacção emocional
como apanágio para o que resta, querendo significar
unicamente que se o mundo pula e avança como bola colorida
nas mãos de uma criança, também o desejo da
consagração nos deverá motivar a todos e nos
manter firmes no trajecto que está por concretizar. Ao
alcance de pouco, muito pouco - silencio-me agora - para o muito
já depois de ontem, a inicar hoje com um abraço
até ao amanhã.
T. Poeta
