Em semana que antecedeu o arranque da
temporada oficial, já eu havia dito que as temperaturas se
estavam a acomodar no seu lugar mais firme para o recomeço
de todos os começos, quando não é
que...Jesualdo Ferreira se lembra de em conferência de
imprensa pré-supertaça, falar de hábitos de
higiene oral. Lavar os dentes é um hábito. E o
Futebol Clube do Porto esse hábito já lhes garante a
monotonia de ter de ganhar jogos. Ora, foi aqui, neste preciso
momento que curiosamente uma dor de dentes que há algum
tempo me vinha dando conta da sua existência, se levantou e
quase exclamando: é um facto. Todo o homem, mulher e
criança tem direito de ter um dentista ao seu dispor. Porque
as cáries são uma moda na geração das
pastilhas elásticas ou de refeições fast food
em detrimento de paladares mais energéticos,
saudáveis e elaborados. Enfim, o professor deixou o mote
para aquilo que se viria a passar nos dias seguintes em dois
instantes distintos.
O primeiro: O recém reforço do Sporting, Marat
Izmailov, provou ao sr. treinador adversário, que na
tão fria Rússia, o branco da neve é
proporcional ao cuidado a ter com a dentição. E assim
como quem não quer a coisa ( mas de facto a quer ) deu uma
dentadinha com os molares, no tão saudável ambiente
do dragão. Em retribuição de tamanha
demonstração de saúde, e uma supertaça
perdida pelos campeões nacionais. Vá lá
compreender-se o futebol, ou o que por vezes corre para além
dele. O jogo realmente valeu pelo esforço no estádio,
dos adeptos desde o mais comum ao mais narcisista clubisticamente,
compreender as fronteiras entre palavras de mestre e mestria nas
palavras. Em bom português, talvez seja essa uma das
evoluções a acontecer no futebol nacional.
O segundo: a dor acentua-se. Torna-se insuportável. E eu - a
escassos metros do consultório - vou pela rua com um meio
sorriso. Metade à mercê do feito conseguido pela
natureza dum pé direito que rematou fortíssimo e
colocado para a baliza de Helton, por outro, a metade que quase
não se suporta a si mesma - em razão que uma dor de
dentes é do mais incomodativo que pode haver ( intimamente
ligada com o sistema nervoso central ). Conclusão: em duas
semanas, fui três vezes aprender a lição de
como escovar os dentes e que pasta devo usar.
Por fim, de referir que a semana decorre dentro da normalidade
possível, e com mais verde sobre azul ou não,
importante é constatar a aproximação de
encontros que prometem fazer deslizar...muitas e muitas
cores.
PS - uma nota sobre terça-feira. Rui Costa não
é um jogador de futebol. Consegue ser largamente mais que
isso. Um atleta profissional, que contra a corrente, lá vai
somando grandeza ao seu currículo - vasto como poucos e
magistral como outros menos ainda. Dois golos daquela categoria,
das duas uma: ou se sabe ou nunca se farão. E não
será a idade e a experiência que hão de pesar,
certamente, para todos os que se pensam artistas da bola. E ele,
é desses prodígios inexcedíveis, que na hora
de dizer presente, reclama a sua forma de estar como se concebesse
em si uma equipa inteira. Foi o que aconteceu.
Brilhante.
T.A