No rescaldo de mais um fim de
semana uma das conclusões a que se chega é que o
futebol é uma probabilidade em matéria bruta.
Difícil de calcular, mais ainda de aceitar.
O jogo em si não foi bonito. Não teve lances de uma
sede e fome futebolística assinaláveis; não
foram particularmente interessante os minutos em campo. A bola
parecia caminhar - muitas vezes - no sentido inverso àquele
que os pés e a cabeça queriam transmitir. Houve
vontade, sem dúvida. Entrega q.b e uma tremenda falta de
maturidade. A ganhar por dois golos de diferença...e no fim,
uma derrota a saber a muito. Desânimo e tristeza.
No rescaldo de mais um fim de semana, duas equipas tão
diferentes e um resultado igual a tantos outros. Terá sido
justa a vitória de quem mais a procurou? ou terá sido
efémere a certeza de que a vantagem seria suficiente e
apenas exigível que se a gerisse?
Factores externos à parte - tempo de jogo (in)útil e
pequenos pormenores capitais, o futebol tem de tudo um pouco. E
aí, cara ou coroa é uma questão de sorte. Saiu
cara a coroa na segunda parte. Sem chama, sem alinhamento capaz de
suster os golpes que teimosamente o jogo revelou.
Tardiamente.
Na hora da derrota, o semblante cabisbaixo domina todo um
núcleo de uma equipa. Quando se ganha pensa-se alto, quando
se perde...e depois de estar a ganhar, pensamento nenhum vale o que
quer que seja. O equilíbrio, é portanto,
fundamental.
No rescaldo - bem escaldado diga-se - de mais um fim de semana,
só resta a humildade de dizer: "Temos porque podemos, fazer
mais e melhor da próxima vez."
Uma última palavra - Estarei ( e estaremos ) sempre com
muito orgulho presente nesta equipa.
T.A