A notícia era capa do jornal A Bola de sexta-feira, 17 de Agosto de 2007. Nada mais nada menos que 269 dias de futebol, dividido entre provas europeias, provas caseiras na estreante Taça da Liga, a Bwin Liga claro, e a já normal Taça de Portugal. Afiguram-se, portanto, meses e inúmeros minutos de bom espectáculo - espera-se, de golos - realmente necessário, confirmações - os milhões que aterraram por cá, e invariávelmente de vitórias mesmo que sofríveis, saborosas - cada um como cada qual.
Comecemos pela parte do bom
espectáculo. Que é uma esperança
legítima de todos os adeptos, bem como uma utopia da Liga
chefiada por Hermínio Loureiro, que traduz os seus
investimentos e discursos, numa maior
aproximação dos clubes e dos seus jogadores
àquilo que é o aperitivo de um jogo de futebol: Arte
e emoção. Comece, então, a bola a mover-se por
si, que de sua justiça se verá se este pequeno/grande
pormenor foi ou é assimilado devidamente por todos os
intervenientes, e em sequência pela arbitragem em Portugal (
agora já profissional). Para o futuro,
veremos...
Em seguida,e em
matéria de golos, que futuro se desenrolará em torno
dos suspeitos do costume, e dos que agora chegaram ao reino
lusitano.
Há Liedson. Continua Adriano. Sobrevivente até ver, (
fim de época de transferências a 31 de Agosto) Nuno
Gomes. Isto ao que aos três grandes diz respeito. E neles
respeitantemente, vieram Derlei-Purovic, Cardozo-Bergessio,
Edgar-Farías. Entre outros.
De notar, de igual modo, que esta dicotomia de novas caras para
2007/08 não serão duplas seguras nos respectivos
candidatos ao título.
Há ainda, Roberto do Leixões, Roncatto do Belenenses, João Tomás e Lenny no Braga, Paulo César e João Paulo na União de Leiria, Makukula no Marítimo, Marcelinho na Naval, Gyano na Académica e Targino em Guimarães. Apenas para citar alguns casos do motor de artilharia com que a Bwin pode contar. Penso, no entanto, que será nos mais fortes e mais regulares que se verá a apetência e o faro de golo que traduz resultados e anima povos e gentes.
Será Liedson sucessor do seu próprio trono?
Ou desta vez teremos um Cardozo - à imagem do seu compatriota Roque Santa Cruz - a aclamar como meritória a sua contratação milionária?
Ou, Adriano - o (in)dispensado, sairá finalmente da sombra de Gomes, Jardéis e McCarthys que na casa do Dragão marcaram a ouro as botas calçadas?
Fica para mais tarde o cálculo de médias e as matemáticas da finalização.
Em relação às confirmações, a minha questão prende-se com certos jogadores credenciados de estrelas e outros que das américas chegam com vontades conscientes de demonstrar o seu valor. E porque Portugal, é sempre uma mera rampa de lançamento de talentos que depois agradecem a proliferação das suas cláusulas, que dizer de Bergessio, Adu, Di Maria, de Vukcevic, Izmailov, Purovic, de Leandro Lima, Mariano Bolatti, Mariano González...mais Edgar do Boavista ( o único que poderá salvar a era Pacheco).
Sobre o ser vitorioso uma palavra: joguem o melhor que
sabem e que forem capazes. Porque apesar das mudanças
fiscais, o espectador é quem paga o espectáculo, e
é de quem o pode espectacularizar que a malta exige. E
não são poucos os que podem proporcionar verdadeiros
arrepios e magia nesses campos fora. Sejam honestos. Para o clube.
Para os do clube. Para os que são de outro clube mas sabem
apreciar. Para quem lhes é oportuno. Para quem a eles
confia. Para todos e sem excepção, por vocês
próprios. Sem apostas, que ganhe o melhor.
T.A



