Votre plugin flash n�cessite une maj !cliquez ici
Alegria e dever cumprido.
Estas as matrizes com que no passado domingo, 27 de Abril, aquando
da celebração do fim de campeonato e posterior
consagração da Irmandade do Granel,
dando sentido ao facto de mais um vez ter como pretexto o jogo
e o desporto em si entre todos os seus participantes.
Na suposição de mais um domingo de futebol ( à
parte da final da Taça Masterfoot) desta vez pelo nome de
"Jogo das Estrelas", devo dizer que não mais foi que uma
concentração dos que mais marcaram presença ao
longo dos últimos meses no CIF.
Por seu lado, o jogo demorou somente uma parte em tom de exercício de descompressão - e incompreensível como de um plano de espectáculo entre duas equipas formadas por onze jogadores, se constatou a presença de apenas 18 jovens amantes de futebol, de bola - enfim.
Lamentando-se as ausências e alguma da discrepância entre o que a organização pretendia e o que realmente aconteceu, fica no ar a imagem de que aqueles que mais se destacam não serão certamente os que se servem dos apanágios da moda neste mundo redondo: exs de chuteiras recentes, equipamentos marcados de marcas sucessivas ou isto ou aquilo que em nada engrandece no campo das ciências pseudológicas, mas sim
- e o mais importante- a humilde exuberância de quem nesse
fim de semana sem nada a perder ou a ganhar quis marcar lugar nessa
espécie de reunião e convívio (des)conhecidos.
Como tanta vez.
Desde já, as minhas felicitações ao Ricardo,
ao André e ao "Pipoca" pelo trabalho desenvolvido e acima de
tudo, para que afinal sempre seja possível iludir a vida de
quem joga verdadeiramente por gosto. Até porque nesse
aspecto, há exemplos a seguir e com ele devemos todos
aprender.
Os meus parabéns também, e claro está,
à nossa - e um pouco minha - Irmandade pelo
título alcançado. Em jeito de catarse e simples
análise diria que a vitória final da nossa equipa
começou quando certos conflitos e desuniões deixaram
de existir. Aí sim, foi possível reaprender do zero
que as grandes equipas se fazem igualmente pelo espírito
incutido e mantido dentro e fora de campo.
Em muito se deve isso a duas pessoas de grande carácter e
entrega que aproveito a oportunidade de poder referir: O Ruben e o
Manel.
E é por eles que começo: a experiência de um
"noutros campeonatos" a aliar à frontalidade do outro no que
à vida diz respeito, foram factores determinantes para que a
mensagem "Irmandade" tenha sabido manter-se e seja hoje uma
característica única em todos os seus
jogadores.
Prosseguindo com o Nélson e o Marchena, dois elementos de
uma grande sobriedade e persistência, respectivamente duas
vozes respeitadas e de de consciência formada, dão ao
grupo a clareza que por momentos pode encobrir uma equipa num
determinado momento de jogo. Com eles, a evidência não
se comenta uma vez que está descrita no seu desempenho
desportivo.
Ao Fred, ao Pedro e ao Paulo - os casos de maior referência
em termos de imprevisibilidade - a capacidade de serem capazes de
prolongar a seriedade e bravura num só aspecto de jogo:
Preserverança e lucidez. É certo que nem sempre as
componentes do próprio desafio correram como desejado, e no
fim tenha havido algum desconforto e falta de racionalidade nas
reflexões,
ainda assim
e apesar de certas adversidades, o empenho conjunto no objectivo
traçado e o propósito de o conseguir em muito
está marcado e com a relevância deles mesmos na
Irmandade.
Do Kiko, a minha surpresa e a minha satisfação. O
lado mais abrangente de leituras de jogo e processos rápidos
e inteligentes. Quiçá, a peça que faltava
para o completar de um grupo.
Por fim, o Luís. O ocupante da frente mais
avançada. O baú de todas as esperanças e
decisões, que a meu ver desmistificou o tipo de pessoa que
é - isto em termos de uma passagem menos feliz no campeonato
anterior. Sendo o melhor marcador da equipa, vice no campeonato e
uns outros apontamentos que o destacaram, revelou-se a
balança entre a calma e o repentismo em todas as suas
conjunções. Um elemento crucial naquilo que somos
enquanto formação pesa embora a sua
controvérsia suscite matéria de inúmeras
opiniões, concordantes ou não, positivas ou nem por
isso. Que continue o mesmo, nessa fidelidade que se lhe exige. A
ele, bem como a todos nós.
A verdade, e é essa que aqui testemunho, é que sem
excepção, todos os jogadores da Irmandade significam
a disponibilidade e a coragem de em contraponto com o estalar de
certas feridas que possam haver, o ambiente em torno das
reconciliações é do melhor que já
presenciei neste tipo de contexto. Asseguro até, que
é a melhor equipa de seres humanos com que já joguei.
Assim
resta rematar o meu obrigado e o meu muito obrigado. O merecer
é justíssimo.
PS ' - Ao Élio em terras de sua majestade, o nosso
abraço e a certeza que fica que este prémio é
teu. Pelo que foi dito e feito, por tudo. Ao Tanas, o meu profundo
apreço pelo que ajudou a construir um pedaço do que
finalmente haveríamos de validar.
PS '' - Um cumprimento especial às equipas presentes
na decisão final da Taça, BAC e Via
Láctea. Não tendo visto o jogo, penso que assentaria
bem a qualquer uma das equipas o "caneco" da vontade e do querer
sair vencedor, sabendo que nesse aspecto porventura foi a mais
feliz que o levou para casa.
PS ''' - Desejo que nesta
edição que se adivinha a compreensão e a
tolerãncia sejam pesos pesados e regentes da qualidade que
daí advier.
E para a equipa dos SAM's, a recompensada pelo tipo de futebol
coeso que ao longo dos últimos dois campeonatos tem sabido
mostrar. A meu ver, estaria mais que na na hora de jogarmos no
escalão principal. Espero bem que sim. Para que a 1ª
divisão seja sinal de sina qua non numa
condição mais competitiva. Força
rapazes.
Afinal, sempre foi possível percorrer todo o caminho
atrás do sonho. Valeu bem a pena, é tudo o que vos
prometo Irmandade. Até Domingo
Porque foi sempre assim, e é sempre um prazer.
Abraço
T.Poeta