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O número de Ouro  Inserido Monday 09 June 2008 16:44

Blogue de irmandadedogranel :

Na Antiguidade, de Pitágoras a Platão - nessa Grécia já desaparecida - surgia uma regra, antes uma forma de beleza incompreensível denominada de ouro. Ainda, o número de ouro, o rectângulo homónimo e a espiral do mesmo nome. À partida, «a razão de ouro e o rectângulo de ouro potenciavam o valor estético dos monumentos e das esculturas» pelo qual se seguiram outras formas demonstrativas da sua existência: matemática, arquitectura, pensamento linear entre outras. Ora, é aqui que começa realmente o fundamento desta crónica. E a sua consequente relação com o futebol.

 

Um campo de futebol, rectangular por sinal, concentra em si todo um compêndio de situações e revelações - por vezes bem além do entendimento humano. Seja ele sensível ou inteligível, se aí sim também quisermos incluir a filosofia não apenas do jogo mas inerente e intrínseca a ele.

 

Por exemplo: os quatro princípios fundamentais do desporto são: 1. A fidelidade e respeito pelas suas regras, numa atitude madura e racional de obediência livre; 2. Subordinação do individual ao colectivo em jogos de grupo, exigindo simultaneamente aos seus praticantes a máxima responsabilidade; 3. Uma atitude face ao outro com base em vínculos de laços morais, porque «o outro é um colaborador e um adversário»; - e por fim - 4. O desporto exige um esforço de constante e rigoroso aperfeiçoamento físico e muscular como base de aperfeiçoamento da mente, uma vez que a ginástica do corpo deve ser sempre acompanhada da ginástica do intelecto. Nesta lógica, conciliando cada uma das fases e qualquer jogo de futebol poderia ser perfeito, ou pelo menos, mais próximo estaria da sua real designação. Dito isto - pensado, e recordo as primeiras três jornadas da nossa Irmandade na 4ª Superliga Masterfoot, aos Domingos.

Primeiro jogo: Uma estreia com uma derrota. Um começo aquém do que havíamos realizado, pesa embora em certos momentos tenha a nítida sensação de que se não fosse a dilatação do resultado - fruto duma maior eficácia ofensiva do adversário - e poder-se-ia dizer que certos papéis se inverteram e aí, uma certa confusão se gerou entre a dicotomia equipa favorita versus equipa recém chegada e na expectativa de uma surpresa.

Segundo jogo: Após a absorção da primeira entrada em cena - com um pé dentro e outro fora, ambos tremidos - uma amostra do valor colectivo enquanto equipa. Os moldes da partida eram claros e desde cedo se percebeu como os dados tinham sido lançados. Dois vencidos em busca da sua primeira vitória. Duas equipas tão diferentes e com futebóis equidistantes, que se encaixaram passado alguns minutos de reconhecimento. E em que os grandes destaques foram individuais. De um lado um avançado móvel e uma defesa compacta, do outro - o nosso refiro - um guarda redes hábil e generoso e um meio campo esforçado e trabalhoso. Nesta conjectura seria difícil prever grandes desníveis no resultado. Grandes fossos entre uma e outra realidade. Regra de ouro: quem não marca sofre, ou arrisca-se a, e muito esprimido o cansaço global e um golo que acontece ao cair do pano, para infortúnio e infelicidade de nós irmãos - apenas encorajados pela melhoria substancial em termos de rendimento, em relação ao jogo anterior.

Terceiro jogo: Velhos conhecidos da época anterior. Irmandade a campeã em título da divisão secundária versus uma equipa que havia conseguido um lugar no pódio, consequência de uma prestação coerente e de certo modo poderosa quando assim se lhe exigiu. O primeiro pensamento era de vitória, oxalá as pernas pensassem o mesmo. Um jogo na sua maioria bem disputado, de parte a parte, mas em que nesta espiral dourada - que é o futebol tanto na sua história como na sua imprevisibilidade - permitiu-nos à terceira compensar erros e esquecimentos patentes nos outros desafios. Houve eficácia suficiente para que não houvessem dúvidas, houve uma entrega quase estética desde o início que permitiu encararmos cada minuto seguinte como um passo em frente em relação ao instante antes; houve transpiração e talento, revelações de como o potencial não reside apenas num pé esquerdo ou direito, mas igualmente importante, na visão de olhos abertos em toda a sua latitude. E longitude. Sem retirar o mérito do adversário (diga-se que foi de facto um jogo muito interessante) é inequívoca a palestra desportiva que a nossa Irmandade foi capaz de relativizar e mostrar. Ganhámos 4 - 2.  

É para mim, nos pequenos pormenores que se revê toda e qualquer magia que a invisibilidade do jogo teima em esconder. Seja com a dureza de um lance ou com as picardias de quem pensa competir ao mais alto nível. E neste contexto, como explicar o que um sorriso de uma equipa feliz pode querer transmitir?

Tudo. A disponibilidade dos que ganham em matéria táctica à técnica. Dos que pensam melhor a corrida da bola mas sem ela, dos que estão no sítio certo na hora apropriada, ou até dos que invisíveis, são autênticas bases de uma conjectura que se completa e complementa.

 

Nada mais a acrescentar. Era disto que vos queria falar. Um alongamento do que sucede sempre que somos convocados a permanecer. No fundo, a imagem dispensa a sua justificação.

 

Um forte abraço,

 

T. Poeta

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Afinal sempre foi possível  Inserido Friday 09 May 2008 20:26


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Alegria e dever cumprido.

Estas as matrizes com que no passado domingo, 27 de Abril, aquando da celebração do fim de campeonato e posterior consagração da Irmandade do Granel, dando sentido ao facto de mais um vez ter como pretexto o jogo e o desporto em si entre todos os seus participantes.

Na suposição de mais um domingo de futebol ( à parte da final da Taça Masterfoot) desta vez pelo nome de "Jogo das Estrelas", devo dizer que não mais foi que uma concentração dos que mais marcaram presença ao longo dos últimos meses no CIF.

Por seu lado, o jogo demorou somente uma parte em tom de exercício de descompressão - e incompreensível como de um plano de espectáculo entre duas equipas formadas por onze jogadores, se constatou a presença de apenas 18 jovens amantes de futebol, de bola - enfim.

Lamentando-se as ausências e alguma da discrepância entre o que a organização pretendia e o que realmente aconteceu, fica no ar a imagem de que aqueles que mais se destacam não serão certamente os que se servem dos apanágios da moda neste mundo redondo: exs de chuteiras recentes, equipamentos marcados de marcas sucessivas ou isto ou aquilo que em nada engrandece no campo das ciências pseudológicas, mas sim

- e o mais importante- a humilde exuberância de quem nesse fim de semana sem nada a perder ou a ganhar quis marcar lugar nessa espécie de reunião e convívio (des)conhecidos. Como tanta vez.

Desde já, as minhas felicitações ao Ricardo, ao André e ao "Pipoca" pelo trabalho desenvolvido e acima de tudo, para que afinal sempre seja possível iludir a vida de quem joga verdadeiramente por gosto. Até porque nesse aspecto, há exemplos a seguir e com ele devemos todos aprender.

Os meus parabéns também, e claro está, à nossa - e um pouco minha - Irmandade pelo título alcançado. Em jeito de catarse e simples análise diria que a vitória final da nossa equipa começou quando certos conflitos e desuniões deixaram de existir. Aí sim, foi possível reaprender do zero que as grandes equipas se fazem igualmente pelo espírito incutido e mantido dentro e fora de campo.

 

Em muito se deve isso a duas pessoas de grande carácter e entrega que aproveito a oportunidade de poder referir: O Ruben e o Manel.
E é por eles que começo: a experiência de um "noutros campeonatos" a aliar à frontalidade do outro no que à vida diz respeito, foram factores determinantes para que a mensagem "Irmandade" tenha sabido manter-se e seja hoje uma característica única em todos os seus jogadores.

Prosseguindo com o Nélson e o Marchena, dois elementos de uma grande sobriedade e persistência, respectivamente duas vozes respeitadas e de de consciência formada, dão ao grupo a clareza que por momentos pode encobrir uma equipa num determinado momento de jogo. Com eles, a evidência não se comenta uma vez que está descrita no seu desempenho desportivo.

Ao Fred, ao Pedro e ao Paulo - os casos de maior referência em termos de imprevisibilidade - a capacidade de serem capazes de prolongar a seriedade e bravura num só aspecto de jogo: Preserverança e lucidez. É certo que nem sempre as componentes do próprio desafio correram como desejado, e no fim tenha havido algum desconforto e falta de racionalidade nas reflexões,
ainda assim

e apesar de certas adversidades, o empenho conjunto no objectivo traçado e o propósito de o conseguir em muito está marcado e com a relevância deles mesmos na Irmandade.

Do Kiko, a minha surpresa e a minha satisfação. O lado mais abrangente de leituras de jogo e processos rápidos e inteligentes. Quiçá, a peça que faltava para o completar de um grupo.

Por fim, o Luís. O ocupante da frente mais avançada. O baú de todas as esperanças e decisões, que a meu ver desmistificou o tipo de pessoa que é - isto em termos de uma passagem menos feliz no campeonato anterior. Sendo o melhor marcador da equipa, vice no campeonato e uns outros apontamentos que o destacaram, revelou-se a balança entre a calma e o repentismo em todas as suas conjunções. Um elemento crucial naquilo que somos enquanto formação pesa embora a sua controvérsia suscite matéria de inúmeras opiniões, concordantes ou não, positivas ou nem por isso. Que continue o mesmo, nessa fidelidade que se lhe exige. A ele, bem como a todos nós.

A verdade, e é essa que aqui testemunho, é que sem excepção, todos os jogadores da Irmandade significam a disponibilidade e a coragem de em contraponto com o estalar de certas feridas que possam haver, o ambiente em torno das reconciliações é do melhor que já presenciei neste tipo de contexto. Asseguro até, que é a melhor equipa de seres humanos com que já joguei. Assim

resta rematar o meu obrigado e o meu muito obrigado. O merecer é justíssimo.

PS ' - Ao Élio em terras de sua majestade, o nosso abraço e a certeza que fica que este prémio é teu. Pelo que foi dito e feito, por tudo. Ao Tanas, o meu profundo apreço pelo que ajudou a construir um pedaço do que finalmente haveríamos de validar.

PS '' - Um cumprimento especial às equipas presentes na decisão final da Taça, BAC e Via Láctea. Não tendo visto o jogo, penso que assentaria bem a qualquer uma das equipas o "caneco" da vontade e do querer sair vencedor, sabendo que nesse aspecto porventura foi a mais feliz que o levou para casa.

 

PS ''' - Desejo que nesta edição que se adivinha a compreensão e a tolerãncia sejam pesos pesados e regentes da qualidade que daí advier.
E para a equipa dos SAM's, a recompensada pelo tipo de futebol coeso que ao longo dos últimos dois campeonatos tem sabido mostrar. A meu ver, estaria mais que na na hora de jogarmos no escalão principal. Espero bem que sim. Para que a 1ª divisão seja sinal de sina qua non numa condição mais competitiva. Força rapazes.


Afinal, sempre foi possível percorrer todo o caminho atrás do sonho. Valeu bem a pena, é tudo o que vos prometo Irmandade. Até Domingo

Porque foi sempre assim, e é sempre um prazer.

Abraço

T.Poeta

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Lição em silêncio  Inserido Tuesday 25 March 2008 06:08

Blogue de irmandadedogranel :

Foi desta forma que (re)vi o momento em que acabara de terminar o último jogo da Irmandade. E foi assim, igualmente, que um pouco alastrado a todos se carregou uma derrota inesperada.

 

Às vezes quando postos à prova - a derradeira - ou falhamos por incapacidade ou rejeitamos por falta de fogo a hipótese de sobrevalorizar o que cada um enquanto indivíduo pode dar ou contribuir. No caso (da foto aqui apresentada) penso que por nenhuma destas razões. Admito até, que na simples serenidade da própria imagem está apenas representada uma das mais puras demonstrações de humanidade: O erro induzido que conduziu ao falhanço absoluto. Poder-se-á chamar de tristeza. De desalento. Quem sabe.

E não me refiro ao guarda-redes que quase defendia o não-golo, ou ao defesa que em milésimos de segundo cedeu ante o adversário. Muito menos aos lances colectivos que embora trémules e escassos quase foram bem sucedidos. Não é a ninguém que me refiro.

 

É a mim próprio que digo: Um jogo perdido é um estado de solidão individual.

 

Mas se as vitórias alimentam a união e a esperança, porque terá de haver um antagonismo tão grande nos rostos rendidos de uma equipa?

 

Isso é para mim o que consegue doer mais que as vicissitudes inerentes ao jogo. Isso é em mim, uma indesejada manifestação de impotência que não será com certeza o que neste grupo se tem vindo a desenvolver interina e ultimamente.

Para terminar, e porque os ideais que acredito permanecem vivos e inalteráveis, quero acrescentar o seguinte: Para além da bola parada entre braços caídos, há acima de tudo uma lição que se expande do silêncio - Na hora de se mostrar a nossa real identidade, de costas voltadas só mesmo os algarismos da índole e as inscrições do remetente que vê a carta chegar ao seu destinatário.

 

Fica uma convicção: As contas certas são as que atravessam o período do seu cálculo certeiro. É então na recta final que muitos se tornam vencedores e merecedores do esforço continuado.

PS - Como que se de um livre directo se tratasse, endereço a minha mensagem directa a todos nós, e declaro esta minha reacção emocional como apanágio para o que resta, querendo significar unicamente que se o mundo pula e avança como bola colorida nas mãos de uma criança, também o desejo da consagração nos deverá motivar a todos e nos manter firmes no trajecto que está por concretizar. Ao alcance de pouco, muito pouco - silencio-me agora - para o muito já depois de ontem, a inicar hoje com um abraço

 

até ao amanhã.

 

T. Poeta

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O meu tributo é para todos vocês  Inserido Wednesday 16 January 2008 19:42

Amigos,

venho hoje aqui, a este nosso espaço dizer-vos: Obrigado. Pelas conquistas e a face que se mostra quando assim acontece. Do mesmo modo, pelos dias menos bons que reforçam a própria amizade.

E o agradecimento, na sua essência justifica o facto de se estar presente.

Felizmente, que podemos continuar a unir-nos semanalmente como desde  o primeiro instante, sempre com a mesma entrega que outrora já nos motivou de orgulho.

Quero aproveitar igualmente a oportunidade, para vos felicitar a todos o abraço "entre irmãos" no passado fim de semana. Bem para lá da circunstância que o antecedeu, fica-me a atitude partilhada e sentida por todos. E o mais importante: o conceito Irmandade ficou provado. E comprovado, espera-se, até ao fim do nosso grande objectivo.

Sem antes terminar, gostaria também de confessar a minha disponibilidade para continuar a contar convosco e o mesmo de vocês em relação a mim.

No meio de tantas coisas por este mundo fora, uma certeza vos afirmo: Tenho muito prazer em fazer parte desta nossa família. Com ou sem futebóis, acima de tudo cheia de imensos momentos que vão valorizando cada um de nós, hoje e sempre.

Termino com uma saudação sincera e um tributo a todos vocês, que sem excepção, fazem tornar cada dia a mais, uma realidade e um ganho merecido ao espaço-tempo que atravessamos diariamente.


 

Até Breve companheiros

T. Poeta

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Humildade e Dedicação Para Atingir a Glória....  Inserido Monday 01 October 2007 22:18

Caros Amigos

 

Sim.... Amigos é a palavra com que abro este artigo para que todos saibam qual o sentimento que nos deve unir hoje e sempre....E não só a num simples domingo....

 

Começo então por expressar o meu descontentamento pelos ultimos acontecimentos em volta da Liga em que participamos. Perguntam vocês, pelas derrotas sucessivas?? NÃO digo-vos eu .... Pelo ambiente trazido sem dúvida pelas mesmas mas que não serve de pretexto para ninguém.... Isto porque o que nos leva ao domingo ao Restelo não é so um grupo de jovens que querem dar uns chutos numa bola mas é sim um grupo de AMIGOS que quer conviver da melhor maneira fazendo e sentindo algo que todos gostam... a paixão pelo desporto rei.

 

Escrevo estas pequenas linhas só para desabafar ,  porque a verdadeira resposta a tudo isto é aquela que eu vou,  e sei que iremos todos dar vencendo já no proximo domingo e mostrar que de fracos, egoistas e tudo mais não temos nada...

 

Porque no meio disto tudo o que me motiva é que somos AMIGOS.... 

 

 Sem Mais

 Ruben Silva

 

 

 

 

 

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